Dizem as sábias línguas que há mais mistérios entre o céu e a terra do que nos convêm saber. Ressalvo meu pensamento, discordando. Há infindáveis mistérios entre a infinidade e o infinito. E na minha humilde solidariedade compartilho este enigma com você.
Há um escrito e um autor, cujo conteúdo e vida possuem poucas certezas. Sondáveis foram os entusiastas que circularam por estas futuras páginas. No entanto seu mistério permaneceu sendo como ele era: indecifrável.
Porque ler é que quebrar um enigma, enquanto a rima codifica um pedaço
O leitor decifra pela metade
O que acabou de ser descrito.
E quando se lê
Um pedaço de nossa alma, é roubado
Convido-o para ter comigo uma conversa - assuntos trocados de tinteiro para tinteiro - afim de esclarecer esse problema. Aguardo o dia em que descobriremos, juntos, a resolução de C.Irotik.
—S.Lawall
Oi, gente!
Como estão? Espero que bem. Essa resenha vai ser um pouco diferente porque não foi o Hadou que leu essa história e sim eu, o vídeo que sairá sobre ela no canal também sou eu quem vai aparecer >-< então, como é minha primeira resenha própria aqui no LB estou um pouquinho nervosa haha.
Encontrei essa história quando, sem querer, estava perambulando pelo grupo do Nyah no facebook. Era um dos dias em que a história havia sido atualizada e ela - Úrsula - estava divulgando o novo capítulo no grupo. Pelo nome da história fiquei curiosa para saber do que se tratava, até porque a capa chama muito a atenção. Posso dizer que fui com um pouco de sede demais ao pote e.e porque criei muitas teorias na minha mente do que poderia ser o livro e fui surpreendida quando me deparei com o que ele era de fato.
Bem, a história não é linear e nem convencional (isso não é uma crítica, gente!) quando comecei a ler os primeiros capítulos, me lembrei de livros como A Outra Volta do Parafuso e Drácula, não apenas porque ela escreve de uma maneira muito singular, com aquela cara de livro clássico, sabe? Mas principalmente porque a história em si é contada de uma maneira muito singular. Poder-se-ia dizer que é um livro essencialmente epistolar.
A primeira coisa que nos "pesca" em O Antigo Lar das Crianças Suicidas é que ele não tem, exatamente, um enredo por trás. A história vai sendo sutilmente montada para nós através de cartas, bilhetes e personagens que se interligam a obra de uma misteriosa autora chamada C. Irotik. Vários casos de morte foram relatados de pessoas cujos nomes foram escritos por alguém nas páginas dos livros dessa autora, há todo um estudo em torno dela e de sua obra inclusive, esse é um dos trunfos mais bem sucedidos da Úrsula, porque ela é tão metódica na sua escrita que tudo que lemos parece muito verossímil. Mas a Irotik é fictícia, tá gente? Haha.
Outra coisa que me fez ficar presa em todos os capítulos da história foi a maneira como ela é escrita. A linguagem usada pela Úrsula tem um lirismo poético que faz com que as palavras "cantem" para nós enquanto lemos, poucos autores mesmo consagrados conseguem esse feito. A história mexe com alguns temas filosóficos de maneira muito sutil e particular, trazendo elementos de clássicos canônicos da literatura com aquela cara de livro YA, mas encontrando o equilíbrio perfeito entre eles. Mesmo não sendo escrito daquela forma convencional, a gente consegue se sentir imerso na narrativa uma vez que somos convidados a nos juntar ao clube de literatura e desvendar os mistérios que cercam C. Irotik.
O único problema que encontrei no livro foi realmente a revisão. Como a autora me convidou no facebook, pude perceber que alguns dos equívocos que ela comete no livro fazem parte da sua escrita rotineira mesmo, com certeza isso não é um problema de falta de leitura porque alguém que escreve como ela é, no mínimo, uma ávida leitora, acredito que seja mais um problema de atenção mesmo. Por isso, indico fortemente que contate um beta para os capítulos antes de postá-los, apesar de serem errinhos bobos que podem facilmente ser eliminados na revisão, eles travam um pouco a nossa leitura nos impedindo de aproveitar a história de maneira mais ampla, pelo menos foi o que senti.
Uma história original, instigante e misteriosa que vai fazer a gente criar teorias e desejar ardentemente por respostas, eu super indico O Antigo Lar das Crianças Suicidas! Inclusive, nesses primeiros capítulos ainda não teve uma ligação do enredo com o título, mas acredito que isso venha a ser esclarecido no decorrer dos capítulos. A história é montada maravilhosamente bem, com uma estrutura sólida e bem amarrada de alguém que sabe onde está pisando, os personagens não impactam à primeira vista por causa do estilo epistolar, mas conforme a história avançar e nós os conhecermos melhor vamos, com certeza, simpatizando com eles e seus conflitos.
Fica aqui minha recomendação forte não apenas para quem curte o gênero mistério e policial, mas para todos que querem adquirir vocabulário e compreender melhor a estética de um bom texto. Parabéns à Úrsula por sua magistral criatividade e trabalho.
O vídeo dessa resenha sai em breve no canal do Leitor Beta e então eu atualizarei o post com ele. Os links para a história estão lá em cima nas plataformas ^-^
Sinopse: Um suicídio dentro do Jardim do Éden, o parque botânico de uma evitada comunidade aos arredores de Nova Orleans, é o necessário para que a nuvem negra que sobrevoava a cidade se dissipasse, porém não o suficiente para erradicar sua má fama. O garoto encontrado enforcado no bosque é o manipulador e extremamente popular Elijah Bishop, herdeiro de um império de vinhos e portador dos segredos mais nefastos da sociedade local.
Entretanto, enquanto deveriam estar escolhendo suas roupas luxuosas para a formatura e resolvendo suas questões nem um pouco louváveis, Yannick, Violet, Vince, Hannah e Mike têm que lidar com o fato de que o sangue de um Bishop está cravado em suas unhas.
Quando o que parecia ser um caso isolado a ser jogado para debaixo do tapete se torna uma onda de suicídios incontrolável, celulares são confiscados, palestras motivacionais são feitas e a palavra "assassinato" sendo sussurrada pelas ruas fazem a cidade virar de cabeça para baixo.
Correndo o risco de serem apontados como suspeitos, trocarem as grifes pelo uniforme penitenciário ou linchados pelos próprios vizinhos, os cinco adolescentes iniciam uma investigação independente cheia de mentiras e trapaças.
Narrado por um rei sedento por poder tentando se acostumar com o mundo dos mortos, Jardim dos Suicidas pode lhe fazer descobrir como levar os culpados ao inferno. Menos você, é claro.
Eu deixei essa história por último porque sabia que provavelmente teria algum problema com ela, nem tanto pela escrita, mas pelo tema (embora eu vá ler uma pra resenhar em breve com um tema parecido). Nas tags que a autora usou para classificar a história eu vi "heresia", particularmente tenho sim a crença de que literatura é algo além de qualquer espécie de dogma, contudo, o leitor seleciona aquilo que lhe apetece ler, de modo pessoal, não gosto de ler ou ouvir coisas que ferem a minha crença porque acho que a crença de todo mundo, independente de qual seja, deve sim ser respeitada por todo o tipo de arte e comunicação.
Bem, Jardim dos Suicidas apresenta já no primeiro capítulo um grupo de amigos em um lugar chamado Jardim do Éden ou Novo Éden com um cadáver enquanto debatem sobre o que fazer com ele, aparentemente a vítima, Elijah Bishop, morreu no meio de um trote e mesmo em meio a situação nenhum dos garotos parece muito preocupado com o resultado de seus atos. A narração é feita em segunda pessoa por assim dizer, como se o narrador estivesse conversando com você intimamente para contar seus podres mais sórdidos porque é exatamente essa a sensação que você tem durante a leitura desse capítulo.
O livro traz algumas reflexões a respeito das relações interpessoais e da morte, muitas das hipocrisias que rondam a morte. É cheio de um humor negro que algumas pessoas podem não entender e outras podem não gostar, então não posso dizer que é um livro para todo mundo. É uma história muito bem escrita, alguns errinhos básicos que sempre escapam da gente, mas de um modo geral é impecável, apesar de tratar de um tema pesado e de a história em si ter aquele clima sombrio com personagens tipicamente rebeldes e frios, palavrões e drogas, ela sabe bem usar as palavras ao seu favor, ponto para a autora!
Não há muito o que dizer, a capa é bem enigmática, como não li a história inteira (e tampouco ela está completa) não dá para dizer se condiz, mas é bem feita. A sinopse está igualmente bem construída, não vi nada que precisasse de ressalvas mais rígidas, a autora parece estar muito atenta e zelosa com seu trabalho, este é o primeiro livro de uma série que envolve tabus da sociedade desejo boa sorte a autora e caso a temática te interesse e você seja maior de idade (não recomendo de forma alguma a leitura para menores) está aí uma boa aposta de leitura, não apenas para descobrir o que parece ser um bom thriller (embora não acredite que ela vá seguir por esse caminho) como para estudar a composição de um bom livro.
Sinopse: Miguel, um jovem de 16 anos, entrou em contato com um misterioso cristal roxo que faz com que um gene escondido em seu DNA fosse despertado, lhe dando habilidades além da capacidade humana. A energia deste cristal também afetou outros seres humanos que compartilhavam desse gene escondido, então pessoas com super-habilidades e mal intencionadas acabam surgindo pela sua cidade e o rapaz adota o nome de "Anjo Noturno" ao decidir tomar para si a responsabilidade de manter essas ameaças controladas.
Um dos afetados pela energia do cristal é um líder religioso que desenvolveu poderes de telecinesia e controle da mente, acredita que esse dom foi lhe presenteado por Deus para fazer com que o povo seguisse as leis divinas.
Olá, gente!
Continuando com as análises de primeiro capítulo, temos hoje Anjo Noturno, da Editora Pytera que, pelo que entendi, é uma editora no wattpad que publica autores online, como funciona não perguntem. Esse livro é do JP Ritter e parece o primeiro de uma série. A capa dá a impressão ser aqueles mangás de ficção científica e fantasia, mas mesmo que a sinopse reafirme um pouco dessa teoria, sabemos que não é um mangá. Achei interessante o plot, me lembrou de Charlotte o anime (porque não li o mangá), mas essa última parte aí pode acabar sendo meio perigosa conforme o autor desenvolve um arco que envolve um tema sensível que é uma religião específica (e não digo isso por ser a minha) isso pode acabar gerando alguma confusão dependendo da forma como ele aborde isso. Mas não é no que eu vou focar, então, vamos para o primeiro capítulo.
Pelo que deu pra entender, é um livro de fato, foi revisado por uma pessoa e tem toda uma equipe por tás do material, ainda assim, logo na introdução, achei algumas repetições que poderiam ser evitadas e um aposto sem virgula final (mas só avisando isso, mesmo, eu sou horrível com vírgula também!). A história é narrada em terceira pessoa por um narrador onisciente e, dá a entender, onipresente também é como se a narração dele imitasse aqueles contadores de história ou narradores de anime, por exemplo uma parte que ele diz "Alguns alunos riram baixinho enquanto nosso protagonista se ajeitava em sua classe" é minha opinião pessoal dizer que não curti, mas há quem goste. Sei lá, para mim é um tipo de estilo incomum que parece forçado ou coisa assim, não digo nem que está errado, é estilo, só acho que não combina, entendem? Mas é minha opinião.
A história, pelo que percebi, é como uma mistura de Charlotte com Guardiões da Galáxia. Uma nave de guardiães do espaço que carregava uma carga de cristais e uma maleta para seu planeta é atacada por outra nave, uma pirata, no embate eles acabam sendo atingidos criticamente e explodem, um dos cristais e a maleta escapam da explosão e vem em direção à terra. Enquanto isso, Miguel, um jovem gaúcho, está na terra preocupado com a situação financeira da sua família e ansioso para a chuva de meteoros que terá logo mais a noite, ele irá assistir junto com seus amigos Daniela e Leandro. Em alguns momentos há aqueles conflitos com os verbos no passado e no presente, mas nada que atrapalhe a leitura, é um livro bem escrito sim, mas a maneira usada pelo autor para a narração, por alguma razão, me pareceu estranha, acho que ficou muito coloquial ou algo assim, foi cisma minha mesmo, também me incomodou o modo como ele se referia à Leandro, sempre como "o japonês", como se isso fosse uma marca ou coisa do tipo.
E é isso, não há muitas ressalvas a fazer em relação ao livro, apesar dessas poucas pendências é sim bem escrito, o enredo não me atrai muito não porque mesmo que goste de fantasia, não é o tipo de livro que eu leio, ainda assim parece ser bem construído, pelo menos dá essa impressão no prólogo e no primeiro capítulo. Parabéns e sorte ao autor!
Autor: Anthony T. Rodriguez Hospedagem: Wattpad Status: Em andamento Capítulos: 40 (até o momento)
Sinopse: Eliza percebeu que o destino separa sua vida amorosa em estações do ano, fazendo-a receber, a cada estação, uma paixão diferente que acaba não dando muito certo. Por esse motivo ela resolveu criar um blog contando suas experiências e reviravoltas a cada estação.
O que ela não sabe é que o pretendente amoroso desse Outono, mesmo demorando encontrá-la inesperadamente, irá mexer com seus pensamentos, a levando se aprofundar em desejos e prazeres jamais sentidos antes, mundando assim seu destino dalí por diante.
Eliza percebe que está amando profundamente e não sabe se o destino lhe irá pregar mais uma peça como sempre. O Outono está acabando... será que Apolo é o cara que dará um fim nas peças do destino de Eliza?
Como falei antes para vocês, o Hadou anda meio apertado por causa do trabalho, então para o blog não ficar muito tempo sem análises, pedi a lista de histórias que ele está lendo e vou escrever os pareceres antes da resenha. Nesse caso, aqui só vão constar os pareceres... "técnicos", por assim dizer, da história, a resenha delas vocês vão conferir quando ele postar os vídeos, por isso mais uma vez paciência.
A Garota das Estações é um romance escrito em primeira pessoa por Anthony T. Rodriguez, a capa que ele usou na primeira parte do livro (essa aí em cima) achei mais bonita que a que ele usou como capa do livro de fato. E a capa da segunda parte, o inverno, é ainda mais bonita que essa. Ainda assim, a capa é boa, inclusive me lembra aqueles romances Julia que eu lia na escola. A sinopse está muito bem construída, parabéns por isso, mas precisa ser revisada.
A primeira ressalva que quero fazer aqui em relação ao enredo é em relação à revisão, precisa dar aquela olhadinha no capítulo antes de postar, parça, eu achei muito erro de digitação ali que pode afugentar leitores mais exigentes e confundir os menos experientes. Vou dizer que é difícil demais escrever histórias em primeira pessoa, digo isso porque é meu estilo de narração favorito, gosto da intimidade que o personagem traz com esse modo de narrativa, mas isso torna o trabalho mais complicado uma vez que mostrar a identidade da personagem por meio da escrita e nem sempre a gente acerta na primeira tentativa.
No caso da Elizabeth, na primeira parte do capítulo, esse trabalho ficou pela metade. Pelo menos foi a sensação que tive. Realmente ela tem alguma personalidade, mas o autor não soube dar muita segurança a isso durante a primeira parte do capítulo de modo que, em alguns momentos, ela soou contraditória. Muita coisa no ponto de vista dela me identifico, outras não, mas mesmo esse fato não foi suficiente para gerar aquela simpatia inicial com a personagem. Já comentei isso em algum post da TAG escrita, conquiste o leitor nas primeiras linhas se quiser mantê-lo nas primeiras páginas, isso é difícil de fazer, mas não é impossível.
A estrutura da narração também está bem desleixada, vai um exemplo:
A gente começa com a ação de personagem, a descrição de cenário, a falta do travessão, a colocação dos verbos e a própria identidade da personagem, vamos começar reescrevendo esse trecho da história:
Usava um vestido longo e verde, tinha um ombro só e era coberto de paetês que brilhavam nas luzes caleidoscópicas da passarela, um pé diante do outro com aquele salto agulha de sete centímetros, caminhei decidida sob os murmúrios de admiração da elite da alta costura, sorrio quando me viro para os flashes que vêm por todos os lados, aplausos altos soam mesclando-se com a música alta, é quando o som estridente do sinal soa pelos corredores e me desperta dos meus devaneios de me tornar uma famosa modelo profissional e da aula que não estava prestando atenção que sou tragada de volta para a realidade.
Os alunos começam a sair e permaneço por um tempo ainda parada na minha carteira deixando a memória do sonho espalhar-se pelo meu corpo até evanescer. Coloco os fones de ouvido e dou o play em uma música aleatória da playlist que estava ouvindo enquanto arrumo minhas coisas, aquela aula perdida certamente fará diferença nas avaliações.
Break the Rules da Charli XCX explode em meus ouvidos enquanto alcanço o corredor com um trânsito agitado de alunos que pulam e gritam comemorando o fim da faculdade, por dentro também comemoro, é um alívio indizível para mim, ainda que o demonstre de maneira bem mais discreta. Avisto Shailene no fim do corredor e aceno para ela, saímos juntas enquanto rimos dos alunos frenéticos.
— Abriu uma loja de roupas aqui perto, quer dar uma olhada? — Convida ela enquanto checa as mensagens do celular.
— Ahn... — Penso um pouco. — Tudo bem.
Dou de ombros, a loja fica perto da faculdade, lembro de tê-la visto semanas antes da inauguração...
Logicamente é só um exemplo, mas percebam primeiro o primeiro parágrafo, a diferença que faz o "mostrar" e não apenas "dizer", a estrutura do enredo mais sólida, a voz da personagem mais consistente e o diálogo melhor estruturado. Pessoas, repito, escrever é mais que inspiração, precisa estudar, precisa ler muito, não dá para fugir disso. Tem alguns problemas com os verbos, por exemplo nas últimas linhas da primeira parte quando ele escreve "nunca rir quão rir hoje na loja de roupas" quando na verdade deveria ter escrito "nunca ri tanto quanto ri hoje na loja de roupas" ou o verbo sugerir no começo da segunda parte que ele escreveu sugero ao invés de sugiro, com a pontuação, a narração está muito seca, muito vaga, os dois primeiros problemas dá para ver na revisão antes de postar, se não pode revisar, vai atrás de um beta. Já esse último, é preciso estudar mais, ler mais.
A dinâmica de acontecimentos também está meio fora de contexto, em um minuto estão assistindo televisão no outro a personagem diz "foco no trabalho" e vai pro computador. Não dá a impressão de linearidade quando isso acontece na cena. Há diálogos desnecessários que poderiam ser colocados na narração da personagem como lembrança/tema. Tem algumas redundâncias também que podem ser revistas na revisão. A impressão que dá é daquelas histórias bem simplistas que o autor só vai escrevendo aleatoriamente, sabe? A construção de personagem precisa melhorar e a estrutura da história também. Elizabeth é uma personagem interessante, mas precisa ser melhor desenvolvida, precisa de mais personalidade exposta no modo como ela conta sua história, terminei seu capítulo sem saber quem ela é ou o que esperar dela, porque ela me deu muitas informações e nenhuma identidade.
A Garota das Estações é uma ideia que tem muito potencial, se o autor souber fazer um trabalho mais atento com ela, tenho certeza que vai longe. E é isso por enquanto, pessoas! Vejo vocês na próxima análise.
Sinopse: Alis Kashing pertence a uma renomada família de piratas e é o braço direito do tio.
Tudo corria bem até Alis sofrer uma tentativa de homicídio e ser salva por Edwin Fauzi, um rapaz maltrapilho e volátil que a retira do barril onde tinha sido enclausurada e jogada ao mar.
A dupla então entra num acordo para irem até a capital, onde ela procurará por pistas de seu mistério e ele aproveitará para refazer a vida. O plano começa a dar errado com o aparecimento de um antigo desafeto, que tenta matá-los. O que não esperavam disso era que herdassem uma espada amaldiçoada e uma gema diabólica que os torna alvos da Guarda Real e do grupo rebelde.
Enquanto tentam se livrar dos artefatos e da política, esbarram com raposas e mercenários que, como eles, tentam se livrar de seus problemas para gozar de suas segundas chances.
Saudações, pessoas!
Venho hoje com mais uma análise de capítulo para vocês, essa foi a última análise no canal, ou seja, coloquei todas as fanfics resenhadas e ainda ativas desde o início do canal no blog, só faltava essa. Ao que parece é uma história "famosa" entre as histórias de fantasia do wattpad, inclusive, pelo que me lembro essa é a segunda história do wattpad resenhada (sem contar as minhas) e fiquei muito feliz com isso porque acho o wattpad mais confortável para ler graças ao aplicativo para celular.
Assistindo ao vídeo do Hadou eu não pude tirar muitas conclusões prévias a respeito do enredo, fica claro que é uma história de fantasia, com elementos de ação e romance. Ele classificou a história como a mais criativa que já leu e teceu muitos elogios ao desenvolvimento e escrita da autora, o que foi um bom incentivo para despertar meu interesse no livro.Cada capítulo que eu leio para resenhar aqui eu tenho em mente o que esperar quando assisto o vídeo de resenha no canal, nunca vou ler sem alguma expectativa seja ela boa ou ruim.
Segundo ele, a história se passa na época dos piratas e trata-se basicamente da vida no mar ainda que se passe um bom tempo na terra. Mostra como os piratas viviam e se concentra em dois personagens, o principal, que seria o "lobo", um homem triste que tem boas filosofias de vida e segue seu caminho até tudo mudar quando ele conhece a "raposa". Pelo nome da história eu pensei logo no conto dos irmãos Grimm, não sei se ele serviu de alguma base para ela criar a história, mas pelo pouco que ele falou no vídeo acho muito pouco provável. Inclusive, eu li esse conto antes de ler o primeiro capítulo para o caso de encontrar alguma referência.
Em primeiro lugar, falemos do material prévio da história. A capa está muito boa, embora o lobo esteja faltante e só foque na raposa. Pesquisando na internet vi que a capa que está sendo usada é a segunda versão, particularmente gostei mais da anterior que é essa aí ao lado, achei que além de mais bonita (e essa fonte de TMI ficou divina) cumpre um pouco melhor às alusões às personagens. A sinopse também foi bem construída, não posso dizer se os furos que ela apresenta são ou não propositais, mas ela dá um panorama do que pode-se esperar do livro embora eu trocasse alguns termos, o importante é que é uma sinopse eficiente, direciona o leitor ao enredo sem mostrar mais do que ele precisa saber.
Outro ponto que o Hadou comentou e que quero reiterar aqui é a formatação da história dela que é realmente digna de nota, com ilustrações e composições que dão a impressão de que você está lendo um livro mesmo embora no celular a formatação perca um pouco a magia dependendo do tamanho da tela do celular. Mas se você ler por um tablet ou no PC fica muito bonito.
Em um primeiro momento, quando o Hadou disse que ela usava uma escrita um pouco rebuscada (ele usou exagerada, mas não acho que tenha sido a intenção), posso dizer com convicção que não concordo, achei a escrita dela bem simples até, contudo ela tem um bom domínio da lírica transformando a narração dela em algo leve mesmo nas situações mais pesadas como acontece no prólogo que é o que está sendo analisado aqui (achei grande o suficiente para isso), fui até começar a ler o capítulo um, mas não achei mesmo nada que indicasse que ela usa uma linguagem rebuscada, para ser um livro de fantasia está até bem de acordo. Creio que qualquer leitor (e por leitor eu digo pessoas que leem com frequência) vai levar o livro dela numa boa.
Um ponto que eu digo aqui é a falta de situação temporal. Para ser uma história de fantasia, ambientada na era dos piratas em um mundo fictício, acredito que deveria ter sido alocada num tempo específico, não dá certeza se a história acontece realmente na época medieval das embarcações, isso fica subtendido pelo barril onde Alis é encontrada, pela taverna onde Edwin pede ajuda e pelo figurino que ele descreve, mas não dá para se situar num tempo específico pela ausência de datação. Não há muito o que dizer do livro não, a história é bem escrita, tem algumas falhas como qualquer história no planeta e por falhas no caso dela eu digo que no contexto alguns termos seriam melhor se colocados de outra forma, mas no geral ela é bem escrita, bem estruturada e tem uma narração cadenciada. O gancho do prólogo para o primeiro capítulo é uma jogada de mestre muito pouco usada pelos autores inciantes, tem um enredo interessante e é mostrada de uma forma que realmente desperta interesse no leitor.
O livro é narrado em terceira pessoa e conta a história de Edwin, um garoto que está fugindo de algo ou alguém e cansado chega a um pequeno vilarejo costeiro, faminto, cansado e sem qualquer expectativa, ele sente-se cansado da vida, depois de ser rejeitado ao pedir ajuda na taverna, decide se suicidar, mas é salvo por um barril que flutuava no mar e de onde alguém gritava por socorro. Desistindo de se atirar do penhasco ele corre até o objeto e puxa-o para a praia, tentando arranjar um jeito de abri-lo, dentro, para sua surpresa, encontra uma garota quase desacordada. A inusitada situação dela, cujo nome ele vem a saber ser Alis, é explicada como uma tentativa de homicídio. Com a chegada de uma tempestade, ambos se abrigam juntos em uma cabana abandonada e, na pequena e breve convivência, descobrem um mínimo mais sobre o outro e decidir sobre suas prioridades dali em diante.
Por ser narrado em terceira pessoa, a autora deveria apostar mais nas descrições uma vez que o cenário se torna um foco em narrações desse tipo, ainda assim, como ela de algum modo direciona o ponto de vista para um protagonista (e pelo pouco que vi no primeiro capítulo vai alternar entre eles), isso é até compreensível, mas não totalmente aceitável. Porém, é apenas o prólogo e as circunstâncias do momento até dão espaço para essas faltas. Num cômputo geral, a única ressalva que eu faço nesse prólogo é a divisão dos parágrafos mesmo. De resto, é um texto muito fluido, bem escrito, personagens apresentados de maneira coerente e uma narração que combina com o gênero que se propõe. Indicando de cara que a autora é uma traça. E esse é o segredo de um bom autor, gente: ler. A história dela é um excelente exemplo de como se deve construir um livro, indico.
E essa foi a análise de hoje. Vejo vocês na próxima quando o Hadou ler mais algo. Fiquem aí embaixo com o vídeo da resenha, mas não deixem de entrar no canal, se inscrever e curtir o vídeo, por favor! Lembrando também que, nessas resenhas, os links de todas as histórias ficam no link lá em cima nas informações do livro, só clicar no lugar onde ela está hospedada e vai ser direcionado para ela.
Número de Palavras: - Capítulos: 11 (até o momento da resenha) Terminada: Não Autora: Eduarda Rozemberg e Igor Carvalho Hospedagem: Wattpad Gênero: Romance e Novela, Songfic , Drama (Tragédia)
Sinopse: É lindo quando as coisas acontecem por um acaso. No entanto, algumas pessoas acreditam que determinados acontecimentos da vida tem um motivo, um propósito predeterminado mais conhecido como Destino. Valentina e Ricardo se juntam em um desses acasos, ainda dizem que estavam no lugar certo e na hora certa. A partir disso, a vida de cada um deles toma um rumo totalmente diferente do que imaginavam que seria.
Ambos tem personalidades distintas, mas possuem algo em comum: o sonho de não serem apenas um alguém na sociedade. E é com essa premissa, mais o desejo de uma vida juntos que eles seguirão os passos ao sucesso. Ela, uma escritora com desejo de ter as suas ideias expostas para todos. Ele, um guitarrista que pretende viver da música e conhecer mundo afora. Este é o romance entre as notas de Valentina e Ricardo.
Quer ter a sensação de sentir que seus sonhos são possíveis e que por mais estranhos que pareçam, ainda fazem sentido? Então, leia Entre Notas.
Antes de começarmos falando do enredo, gostaria de abrir um parêntese para a diferença entre velho e tradicional, saber diferenciar ambas as coisas vai ajudar a entender melhor o gênero dessa história. Uma coisa velha é algo ultrapassado, em desuso. Enquanto algo tradicional é algo que sobrevive ao tempo em funcionamento, por exemplo: o disquete é algo velho, enquanto a escrita é algo tradicional. Podemos colocar nesses termos. Então, do mesmo modo, o gênero da história, o clichê, assim como acontece com a jornada do heroi, pode ser considerado um gênero tradicional.
Muita gente torce o nariz para o clichê e, muitas vezes, mal nota que suas histórias favoritas são compostas por esse gênero ou permeiam seus arredores. Não é porque é clichê que a história é automaticamente ruim, quando bem trabalhado o gênero pode sim ser extraordinariamente aproveitado e conter os elementos de uma narrativa rica e, às vezes, até mesmo imprevisível. Um bom exemplo de clichê bem trabalhado é o liro Métrica da Colleen Hoover que aborda o tema aluna x professor permeando com contextos familiares complexos.
Pois bem, dito isso, passemos para a história em si. Entre Notas conta a história de Ricardo, um guitarrista que sonha em ascender com sua banda, e Valentina, uma escritora cujo maior desejo é ver suas histórias avançarem pelo mundo. A história deles se destaca em meio ao comodismo humano muito presente nas sociedades, onde a maioria das pessoas se prende ao confortável mundo da rotina sem qualquer espécie de ambição que funcione como uma mola propulsora para expandir seus horizontes, é nesse ponto que as personagens da história se sobressaem, ambos querem deixar uma marca no mundo, querem disseminar ideias e sentimentos a partir daquilo que sabem fazer melhor. Essa característica, inclusive, é muito presente no Augustus Waters de A Culpa é das Estrelas.
A busca da realização pessoal e profissional, atrelada ao relacionamento afetivo, é a mensagem principal do livro que, em cada capítulo, busca mostrar que sonhar é sim possível e necessário mesmo diante dos obstáculos impostos pela vida e pelo país em que vivemos. Valentina e Ricardo não querem ser só mais um casal trabalhador de empresas que tem filhos para criar, mas eles querem acontecer no mundo à sua própria maneira, focando no sucesso profissional, nas conquistas pessoais para, então, estabelecer uma família. Que é o certo, gente, o Brasil, principalmente, tem muito de fazer as pessoas pensarem que estabilidade é apenas um casamento ou um emprego que você vai odiar o resto da vida, mas que vai te manter, e não é! Claro que a gente pode passar por esses empregos sim no percurso, mas sem nunca perder o foco naquilo que queremos alcançar.
Partindo para a escrita da história, Entre Notas é narrada em terceira pessoa com uma introdução no prólogo narrada em primeira pelo personagem principal, Ricardo. O estilo narrativo pode ser considerado contemporâneo por ser uma linguagem parcialmente coloquial que nos dá a entender que é o próprio personagem que está falando de si em terceira pessoa e isso pode ser, ao mesmo tempo, uma boa aposta e um jogo perigoso, pois, "coloquializar" demais a narrativa pode dar a ideia de um texto pobre mesmo em primeira pessoa. Isso acontece mais ou menos já no prólogo de Entre Notas em que a terceira e a primeira pessoa se mesclam na narração de uma forma confusa, não permitindo ao leitor saber quando é qual.
Entenda, usar um narrador personagem e usar uma narração em terceira voz são coisas distintas. Veja, por exemplo, o livro O Nome do Vento que é narrado pelo próprio personagem enquanto oscila com a terceira pessoa em alguns "entremezzos" do livro que são os capítulos focados no tempo presente. Isso é muito válido para o estilo que o autor adotou e para o leitor fazer essa divisão, contudo, Entre Notas peca ao desenvolver esse prólogo que mistura os dois de maneira meio errônea fazendo o leitor ter a impressão de que a autora não se decidiu sobre que tempo usar. Por exemplo:
Foi aí que ele a viu.
Ela tinha o cabelo enrolado e parecia até um pouco embolado; a minha memória não me falha, aquela pele clarinha estava vermelha pelo sol. Era muito magra, tinha os olhos fundos e olheiras muito fortes, não era lá muito bonita, embora tivesse o rosto fino. Ricardo conseguiu reparar.
Entendem o que digo? Mesmo que se saiba que é o próprio Ricardo que está contando a história, essa dualidade pode causar confusões ao longo da narrativa e, até mesmo, mostrar inabilidade por parte da autora no uso dos discursos narrativos. Mas novamente essa é a minha opinião como leitora e autora.
A ideia de abrir os capítulos com letras de música também me lembrou Métrica, que utiliza o mesmo recurso, e combinou muito com o que a história se propõe. Felizmente, o equívoco do prólogo não se estende ao primeiro capítulo que se mostra muito bem escrito com uma necessidade bem básica de correção, a história flui muito bem com narrações intercaladas pelos eventos de cada personagem que são usadas também na série Instrumentos Mortais, algo muito pertinente para o desenvolvimento da história.
O romance, baseado nos sonhos de seus protagonistas, pode ser um forte motivador para muitos escritores ou simplesmente pessoas com sonhos considerados por muitos como impossíveis. Seu amor e determinação também pode romper os limites de seu pessimismo? Confira a jornada desses dois adolescentes e se apaixone junto a eles a cada linha e a cada capítulo.
Gênero: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Violência
Sinopse: Ela nunca imaginou que as coisas pudessem ocorrer tão depressa, mas... Ocorreram.
Ela não compreendia como aquele rapaz que parecia tão perfeito, se demonstrava ser um rapaz tão ruim.
Mas um pai não desistirá de sua única filha e vai reencontrá-la. Ele realizará este desejo de sua mãe, nem que esse seja o último...
Mas o que mais se questiona é: Ela estará livre?
Olá, pessoal!
Aqui vamos oferecer uma análise um pouco mais detalhada da resenha apresentada no vídeo de do canal, far-se-á aqui anotações relevantes de alguns pontos que não puderam ser abordados no vídeo para que não estendesse a duração estimada.
She Will Be Free é uma original escrita em primeira pessoa, narrada pelo recurso de intercalação de personagens. Me impressionei ao começar a ler essa original de suspense, não dava muito nela, mas me surpreendi com a vida que a autora da a seus personagens e o desejo de cada uma dentro de um tema não muito abordado pelos escritores: sequestro de mulheres. O desenvolvimentos de personagens se tornou a chave dessa história, confira um pouco mais de detalhes sobre essa história cheia de reviravoltas que prendem o leitor, contudo, há algumas ressalvas a serem feitas a respeito da narrativa.
É uma história realmente bem escrita, mas a autora explora muito pouco os cenários - mesmo sendo narrada em primeira pessoa, dar a impressão mesmo que parcial dos cenários ajudaria muito no imaginário do leitor. - O recurso de intercalar personagens é válido nesse tipo de história, mas foi usado, de algum modo, de maneira incorreta. A intercalação deve ocorrer para nublar acontecimentos que revelem o mistério central do enredo ou para criar um suspense mais profundo na trama, por essa razão, é errôneo e até mesmo esteticamente ruim colocar mais de dois pontos de vista em um mesmo capítulo.
O primeiro é um capítulo de apresentação de personagens e, acredito, poderia ter sido melhor explorado se a autora tivesse feito um prólogo atraente, colocando alguma cena ou revelação indireta da história que intensificasse a simpatia pelas personagens, mas que só seria explicado mais para frente na história (contudo isso é apenas uma sugestão pessoal). O enredo, inclusive, vai se desenvolvendo a partir da evolução dessas personagens, o que é um ponto muito positivo no desenvolvimento da história, inclusive, é uma história sem, exatamente, um personagem central, ainda que tenha um antagonista e isso é uma ferramenta ousada da autora, mas que casa bem com o tipo de narrativa a que ela se propõe e, ao mesmo tempo, contribui para o clima de tensão da história.
No começo da história, uma garota é sequestrada por uma personagem do tipo "padrãozinho", aquele carinha loiro, bonito, branco que não parece nunca ser esse tipo de vilão, já no ponto de vista dele fica bem claro que ele é um antagonista e que seu divertimento é enganar garotas como aquela. Há várias subtramas que se entrelaçam entre si, mas, do mesmo jeito que não há um personagem principal também não há uma trama central e, talvez, essa ausência de núcleo seja o que torne a trama tão interessante de se ler, além, é claro, do tema principal que é o sequestro de mulheres.
Falando em questões de divulgação, a sinopse está intrigante e parcialmente bem construída, mas faz-se necessário alguns acréscimos que nos atraiam para a leitura da história, carece de informações que conquistem o leitor. Há alguns recursos para isso e é sugerido que a autora os busque. A capa é até certo ponto enigmática, mas pelo teor do livro não parece conversar muito com o texto.
Então, como veredito final, o Leitor Beta recomenda sim - e muito - a leitura de She Will Be Free! Principalmente para você que procura uma história que foge do convencional, com uma boa trama de suspense, um desenvolvimento de personagem maravilhoso e que, apesar de não ser o foco, tem sim aquela dosezinha de sal de romance. Nota 10!
Sinopse: A cada dia que se passa a humanidade da um passo para o fim, perdida em sua ignorância e crueldade, cega pela sua ganancia. A sua maldade está se espalhando como uma epidemia pelo mundo, alimentando as chamas do inferno que se ergue para a batalha, uma batalha devastadora que assolou um mundo mais antigo que a própria terra.
Mas nem tudo está perdido, ainda há pessoas pela qual vale a pena lutar, pessoas boas que vivem entre o mal, como estrelas em um céu sombrio. É por essas pessoas que eles lutarão, são por elas que o mundo verá o nascer do sol mais uma vez.
Olá, pessoal!
Estou tentando me organizar para ir trazendo as análises para cá de acordo com a minha agenda (sim, eu uso uma!) e com o tipo de vídeo que tem no canal do leitor beta (que são muitos, por sinal!), é um pouco difícil converter os vídeos em texto e transformar isso em uma coisa coerente, entendem? Por isso, se a sua história já foi analisada, mas ainda não apareceu aqui, por favor, paciência, eu vou colocar. Mais uma coisa, a equipe de análise é muito pequena, gente, então, se você enviou sua história, mas ainda não foi analisado, espere mais um pouco, tudo bem? Sua análise vai sair.
Hoje temos um post de análise dupla, esse é um vídeo em que o Hadou, idealizador do LB, comentou sobre três histórias, entre elas uma era minha e por isso não vou listá-la aqui, não é ético a autora comentar a própria história, não concordam? Sem contar que, mesmo que ele tenha apresentado a análise dele, não me sinto confortável sequer em reproduzi-la aqui porque é estranho escrever sobre meu próprio livro. Então, vou me ater a comentar apenas as fanfics de outras pessoas, principalmente porque muitas delas eu preciso ler para tecer comentários adicionais que o Hadou não pôde fazer no vídeo. Eu vou iniciar a análise com os comentários que ele fez no vídeo e, posteriormente, vou dar minhas ponderações a respeito do primeiro capítulo da história. Dito isso, vamos nessa!
Angels - O despertar é uma história escrita em terceira pessoa e faz parte de uma trilogia em 3 atos que conta a história de Hunter, um rapaz que busca respostas para as alienações que estão ocorrendo em seu mundo. É uma história maravilhosa que mescla ação e terror de forma muito leve graças ao alívio cômico dado pelo autor tornando-se uma boa aposta para os amantes de distopia e mundos pós-apocalípticos.
Tem prováveis influências de jogos como Devil May Cry em que as ações ruins dos humanos atuam como "alimento" para demônios conferindo-lhes força, a guerra acontece em um plano espiritual que não é visto pelos humanos, não tem graves erros de ortografia, mas peca um pouco na concordância. Num cômputo geral, Angels é uma história envolvente com uma escrita magnética que usa a terceira pessoa sem descrições exageradas, mas deixando tudo muito claro para o leitor semelhante ao estilo do Rick Riordan, é uma escrita muito suave com uma leveza que não cansa principalmente porque vai intercalando a história central com episódios de ação e aventura o que equilibra bem o ritmo da narrativa. Ainda conta com o excelente recurso de omissão para prender o leitor com questões que o próprio protagonista faz e que, provavelmente, serão respondidas no decorrer dos atos.
Em minha análise pessoal, começando com os recursos de apresentação, achei que a capa tá bem okay, condiz com o clima e o conteúdo da história e não passa um excesso de informações. A sinopse foi bem construída, mas carece de algumas informações de atração ao leitor, informações que puxem para a narrativa em si. Contudo, dá a entender que além do clima fantástico que permeia o corpo da ideia a se desenvolver, tem um certo teor reflexivo que é muito válido principalmente em histórias que envolvem esse cunho "religioso" que pode agir como uma faca de dois gumes caso o autor não saiba calibrar sua narrativa para que seja algo unânime que não fira a crença de ninguém.
Partindo para o primeiro capítulo, intitulado Pesadelo, percebo que há uma certa discordância entre o tempo verbal escolhido para a narração, parece que o autor fica em constante conflito entre o tempo presente e o passado o que dificulta ao leitor saber em que momento a cena está acontecendo. Quando escrevemos uma história em terceira pessoa, o cenário se torna nosso principal personagem, assim como pode-se narrar a visão de uma personagem em terceira pessoa, ainda assim essa segunda opção volta para a primeira. Há algumas discrepâncias na acentuação como o uso de acentos onde não há acentos e a ausência onde deveria haver (mas quem nunca?) sem contar na pontuação como um todo, contudo, se ele tem um beta reader como o Hadou disse no vídeo, seria interessante conversar com ele a respeito e pedir que focasse um pouco mais nessa parte.
Os recursos narrativos são pouco utilizados e a escrita é num todo muito simplista e despreocupada (o que nem sempre é bom), certo, eu posso estar sendo meio carrasca, o rapaz disse que só escreve por diversão e tudo mais, mas vejam, o objetivo do blog é auxiliar os escritores, não? Não estou diminuindo em nada a história do rapaz, estou apontando onde acho que ele pode trabalhar mais, apenas isso, muitos desses "erros" que ele comete podem facilmente ser corrigidos com leitura mais assídua, como por exemplo as vírgulas nos vocativos e a escrita de palavras básicas como consigo. Ele não deixa claro em que lugar a história se passa (pelo menos não no primeiro capítulo) e apesar do nome do personagem principal ser americano o da sua irmã, Beatriz, e da mãe, Sofia, podem indicar várias possibilidades entre elas o Brasil, é por isso que a primeira interação entre esses três personagens é feita de maneira... como direi? Descontextualizada. Vou usar essa por falta de uma palavra melhor. Esse diálogo ficou muito fora de tom e, na revisão, aconselho a tirar ou remodelar.
A transição tempo/espaço também é confusa. O modo como ele muda o tempo e os cenários não são explicados de maneira que o leitor se situe dentro da narrativa, esse é outro ponto que deve ser observado. Os primeiros capítulos, geralmente, apresentam o personagem ou a questão central da obra (ou os dois mais comumente), contudo as coisas no primeiro capítulo de Angels são meio bagunçadas, a tentativa de criar tensão, sem os recursos metodológicos que uma narrativa desse porte exige, se tornam pouco efetivas e, de novo, reitero que falo isso como leitora e autora há 21 anos, não estou tentando me por a cima de ninguém, pessoal (as pessoas tendem muito a pensar isso), eu estou falando essas coisas como forma de ajudar o autor a melhorar, minha função nesse blog, enquanto organizadora, é essa. Mostrar os dois pontos de vista da questão, do Hadou enquanto idealizador e resenhista e o meu enquanto organizadora e leitora, tento contribuir com a minha experiência que apesar de não ser muita, recebeu ajuda de pessoas que realmente entendem do assunto. Estou dividindo o que aprendi, apenas, não estou criticando o trabalho do rapaz para derrubá-lo, pelo amor de Deus, não encarem dessa forma.
A título de exemplificação, separei um trecho do texto dele que mostra muito do que eu pude analisar nesse primeiro capítulo:
Notem que é necessário o uso de travessão, a narração é simplista e sem quase nenhum recurso e mesmo as descrições de espaço são feitas de maneira muito direta, meio como aconteceu com a última análise de capítulo, The Crow and the Butterfly, fica uma coisa um pouco "seca" porque o autor não usa de qualquer lirismo para fazer a narrativa fluir de maneira mais leve. Reescrevi esse trechinho para exemplificar mais ou menos o que quero dizer:
— Que droga de sonho foi essa? — Praguejou consigo mesmo chutando as cobertas de cima do corpo e sentando-se na cama.
Hunter passou os dedos sobre os olhos castanhos, ainda sonolentos, pressionando-os numa tentativa um pouco falha de fazê-los adaptar-se à luz da manhã. Deslizou os dedos pelo rosto afastando os cabelos escuros e desgrenhados da testa, sem sucesso, uma vez que voltaram para onde estavam. Com um bocejo cansado, espreguiçou-se e arrastou-se para fora da cama na tentativa de começar o dia.
De pé, passou os olhos pelo quarto, tudo parecia costumeiramente normal, o guarda-roupas escuro em um canto da parede com uma das portas entreaberta — que ele desistira de consertar há tempos —, a escrivaninha em frente a única janela no cômodo onde seu laptop repousava ao lado de algumas revistas sobre games e HQ's, alguns cadernos e o pequeno relógio que, ele lembrou, também estava no estranho pesadelo. Os raios de sol escapavam pelas frestas da persiana formando padrões paralelos no pequeno local. "Foi só um pesadelo" lembrou a si mesmo. Se repetisse aquilo vezes o suficiente, talvez fosse capaz de acreditar.
Bem, essa é a minha contribuição para a história do senhor Wolford, pelo que o Hadou falou a história parece seguir um plot interessante, embora não seja meu tipo de enredo favorito, notei pelo primeiro capítulo que o trabalho de personagens ainda está em progresso lento e, para uma história de 3 partes acredito que um trabalho melhor de planejamento ajude a melhorar o ritmo e a cadência da prosa. Mas, novamente, é minha opinião e apenas um conselho.
Autor: AngelTheAngel Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência Hospedagem: Spirit Fanfictions Sinopse:
Vingança, este é o objetivo.
A justiça deve ser feita a todo custo.
A Mansão EastWood deve ser destruída, e tem que ser hoje!
"Angel:-Faremos elas pagarem por tirar a vida de nossos amigos, elas vão se arrepender por terem cruzado nosso caminho."
O Hadou foi bem conciso ao falar dessa história e, pelo que entendi no vídeo, ela se trata de uma oneshot que é sequência de outras três ao qual está ligada de algum modo. É um tema, inclusive, que não posso opinar muito porque nunca li: youtubers. Ele falou sobre várias pessoas no vídeo que não conheço, então, vou meio que "mesclar" a opinião dele com a minha e dar um parecer da história sem spoilers. Provavelmente, como essa é a quarta de uma possível sequência, eu vá entender pouco da história, por isso vou me ater aos termos técnicos referentes à produção narrativa como fiz com a história anterior.
Haunted House é uma história escrita em primeira pessoa e tem um tema que eu até então não tinha visto: youtubers, não sou uma frequentadora do Spirt Fanfics, então imagino que as categorias lá são bem amplas ao contrário do Nyah e do Wattpad mesmo que esse último seja relativamente "livre". Logo de cara a gente já vê que ela é narrada com os famigerados POV's e aquelas histórias de coisa on e coisa off, gente, repito: não façam isso nas histórias! A menos que você esteja escrevendo um roteiro esse tipo de recurso não cabe em narração nem esteticamente, nem literariamente. Independente de você escrever por hobby ou por querer mesmo se construir como autor, a apresentação e o zelo com a sua narrativa dizem muito sobre você e o seu domínio de leitura.
A escrita dela, apesar de simplista, é um pouco mais sólida que o autor anterior. Mas ainda carece de muita técnica narrativa advinda da prática e da leitura constantes. O modo de assinalar os diálogos é outro ponto que mostra isso, novamente, não façam isso se não estão escrevendo um roteiro (e acredite, escrever um roteiro é mais difícil do que parece!), vê-se que ela tem preocupação em descrever os espaços e objetos, ainda assim isso é feito de maneira um pouco abrupta e com um ritmo que, ao invés de contribuir para a eloquência do texto, acaba dando a impressão de que está ali para "preencher a página". O excesso de espaçamento também dá uma aparência muito desleixada à história.
Não sei se isso aconteceu nos outros 3, mas para ser o 4º achei o desenvolvimento de personagem muito fraco, o capítulo dá a impressão de estar solto e desconexo, a personagem cria monólogos que nada têm a ver com o contexto em questão e os diálogos são muito ilógicos e pouco acrescentam ao desenvolvimento do enredo. Inclusive, acho muito desnecessário ficar jogando os capítulos de forma independente se as histórias são uma sequência, deveriam estar dentro de uma mesma história, mas isso é uma opinião minha. Concordo com Hadou quando ele diz que ela precisa, sim, de um trabalho maior no desenvolvimento de personagem e no desenvolvimento de narrativa também, isso como um todo. Falta técnica, uso dos recursos básicos de uma narração como organização, disposição de diálogos, descrição, etc.
Finalizando com os recursos estéticos, a sinopse está completamente sem informações relevantes acerca do enredo (e reitero que isso tudo devia estar em um arquivo só), a capa não chama a atenção e apesar de ser condizente com o contexto do enredo, para uma pessoa que não conhece a história (como eu) e "cai de paraquedas ali", sinceramente, não leria mesmo. Sugiro fortemente um trabalho — preferencialmente com o auxílio de um beta — de revisão, reformulação e estruturação de enredo. Por enquanto é isso, pessoal, espero que tenham gostado das análises e me desculpem realmente se eu soei grossa ou arrogante, não é essa a intenção mesmo, estou aqui com o intuito de ajudar, só isso. Abaixo confira a resenha em vídeo do Hadou para essas duas histórias e até a próxima análise!
Autor: ElizabethJules Categorias: Frank Iero, Gerard Way, My Chemical Romance Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Família, Ficção, Lírica, Poesias, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo Status: em andamento (213 cap.)
Sinopse: Eles tiveram um passado juntos.
Tiveram uma história, de alegria e tristeza, sucesso e fracasso, juntos.
Até que essa linda história ironicamente os separou.
Eles cresceram, mudaram, e depois de anos reencontram-se em um novo momento de suas vidas.
Eles são outros, mas talvez aquele sentimento de antes nunca morrera e talvez esse mesmo sentimento seja o que eles mais precisem, a única coisa capaz de salvá-los.
Poderiam duas pessoas que se afastaram pensando ser definitivo se reaproximarem para descobrir que o passado já não importa mais, e sim o futuro?
Permitir-se-iam essas pessoas uma nova vida, novamente juntos?
Permitir-se-iam esses corações esquecerem as convenções e ouvirem o que realmente sempre fora o mais certo em si?
Talvez, porque nada é impossível, mas algumas coisas são para sempre.
Olá, pessoal!
De volta trazendo mais uma análise de capítulo para vocês, dessa vez com uma fanfic de banda monstra que ainda não está terminada, mas tem fucking 213 capítulos e não pensem que são capítulos de 100 ou 500 palavras não, eu vi capítulos com fucking 12 mil palavras (miga, pega leve, okay?), ou seja, a guria em questão está tentando superar O senhor dos Anéis porque do tamanho que a coisa vai ela vai entrar no livro dos recordes como o maior livro de yaoi da história. Aproveitando essa deixa, já vou deixando uma dica básica, não postem capítulos monstros assim, gente, 12 mil palavras é muito extenso e pode dar a impressão de que o autor está enchendo linguiça pra encher o livro, aprenda a ter um controle de divisão dos seus capítulos e entender que eles são uma das pedrinhas que formam o caminho da história, então conte o que é importante para ela caminhar, o recomendável é postar capítulos de, no máximo, 6 mil palavras (e já é considerado um capítulo muito longo). Uma amiga minha, cuja história eu estou analisando criticamente, me mandou uma vez um capítulo com vinte e uma páginas e fucking 17 mil palavras, eu disse a ela que ia analisar sim, mas quando ela fosse reescrever teria que dividir em pelo menos três partes. Então, fica a dica pra você!
Bem, esse é novamente um daqueles vídeos que o Hadou fez com o cara que eu nunca lembro o nome e, por causa do tamanho do vídeo, eles falaram bem por alto sobre a história. Quando eu fui olhar a respeito eu vi que era uma fanfic de banda, eu ouvi algumas músicas do My Chemical Romance, é uma banda de rock progressivo, mas não curti muito não apesar de ser fã de rock. Então não é uma banda que eu conheça a fundo, aí, vi que era uma fic do gênero yaoi (nomenclatura japonesa também conhecida como BL que é a sigla de Boys Love, gênero que separa romances entre homens) e falei opa! É uma coisa minha, entendem? Eu não leio yaoi, yuri, shoujo-ai, shonen-ai, mpreg, shota e loli-con por opção, não são gêneros que me despertam a atenção, contudo, não tinha como eu simplesmente me recusar a analisar o capítulo da menina por causa disso, então aqui estamos nós.
Comecemos pelos recursos de divulgação. A capa foi encomendada e está bem feita, se condiz ou não com o conteúdo da história eu não posso dizer, mas visualmente é bonita, a sinopse apesar de estar bem escrita não é totalmente eficiente, ela tem o claro objetivo de ser enigmática, mas não cumpre o papel de informar o leitor sobre o conteúdo do livro e a história do enredo, ela simplesmente dá algumas informações subtendidas do que se pode esperar e deixa perguntas que o leitor precisará ler para descobrir. Dessa forma, sugiro que a remodele.
Passando para o primeiro capítulo, sabemos logo de cara que Mas se Você Vier é uma fanfic em primeira pessoa que alterna pontos de vista entre suas personagens principais, na grande maioria Gerard e Frank e é com o primeiro que a história se inicia. Já no início voltamos ao famigerado POV, eu nem vou comentar isso, sério. A autora escreve muito bem, ela é um bom exemplo do que é uma linguagem simples, mas bem usada, contudo a divisão muito espalhada e o quase desaparecimento de parágrafos é algo que precisa ser revisto, o recurso que você usa, de destacar os pensamentos do Gerard em forma de "pirâmide inversa" por assim dizer, fica muito legal, mas fazer isso o capítulo todo pode dar ao texto uma estética ruim, flor, então é bom dar uma reavaliada na organização do texto. Ah, sim, como foi um equívoco recorrente então eu vou falar aqui: dá uma conferida no uso dos porquês aí, okay? Você está se atropelando com eles.
Outra coisa que merece atenção é o uso dos tempos verbais, amiga. Dá uma repassada nisso ou pede pra alguém olhar pra você (com uma fic desse tamanho eu sinceramente admiro sua coragem de revisar! Tem meu respeito). A fanfic é muito centrada nos pensamentos e sentimentos da personagem, o que é bom e é típico das histórias nessa voz e estilo narrativo, mas não ignore completamente a descrição de espaço, o seu leitor precisa ter uma noção de onde a personagem está e de como esse ambiente influencia suas emoções. Uma dica bacana também é que, já que a história tem esse tom intimista, você pode adotar o recurso de "flashback" (logicamente sem usar a palavra. Nada de flashback on/off pelo amor de Deus!) introduzindo memórias da relação das personagens para formar um plano de fundo mais consistente na história sem, ao mesmo tempo, mostrar muito da história deles deixando isso para o decorrer dos capítulos. A caracterização de personagens, mesmo para o primeiro capítulo, está boa, dá para sentir a melancolia e a personalidade do Gerard o que já é meio caminho andado em uma narrativa de primeira pessoa.
Gente, quantos anos a filha dele tem? Aquele diálogo ficou um pouco deslocado, pelo menos foi a impressão que eu tive. Apesar de você claramente ter uma habilidade de deixar a linguagem simples, mas ainda assim combinar com o tom pessoal da personagem, dando-nos a impressão de que ele está conversando conosco, em alguns momentos da sua história você acaba se perdendo para uma linguagem simplória que quebra o tom inicial. É visto que você tem costume de ler, se livros ou não eu não posso dizer, mas pelo menos algumas fanfics das mais bem escritas, isso com certeza. Eu digo isso porque para ser sua primeira fanfic você realmente entrou com o pé direito, tem algumas técnicas instintivas que só se consegue com leitura e o seu domínio de linguagem é bom para um autor iniciante o que me diz que você leu, ainda assim a construção do enredo embora pareça firme (o que me diz que você tem um planejamento) não demonstra uma narração homogênea ficando claro em algumas passagens que é a sua primeira fic e essa impressão fica indo e voltando conforme a linguagem oscila o que acaba quebrando um pouco a magia da história.
Sabe a impressão que me dá? Vou fazer uma comparação com os animes slice of life, o capítulo inicial te mostra um problema X subtendido nas entrelinhas: Gerard gosta de Frank, mas está casado com uma mulher e o único alento da sua vida é a filha Bandit (aliás, que nome hein, filhinha!), o casamento parece em processo de fracasso intermitente. Okay. Mas fora isso, o capítulo "não anda" pra lugar nenhum, sabe? Grande parte do que está escrito ali é irrelevante pro enredo central, parece aqueles animes de slice of life que as coisas acontecem em um ritmo muito "lesmal" (isso é um neologismo, certo?), mas na maior parte das vezes, por serem animes que se focam em um aspecto da vida cotidiana de uma personagem: seja ele dentro de uma profissão ou situação específica, os acontecimentos tem esse propósito. Contudo, pelo que deu para perceber, o enredo da sua história se foca no relacionamento entre as personagens centrais e nas consequências disso nos demais personagens, por isso, mastigar desse jeito a vida do Gerard é o jeito errado de mostrar o cotidiano dele, a história acaba se tornando sem ritmo e dá a impressão de que não caminha. Há outras formas mais práticas de apresentar a personagem de forma eficiente.
A função do capítulo dentro de um enredo é, como eu disse uma vez, como um tijolo na construção de uma casa. É preciso que ele cumpra o seu papel apresentando algo novo na sua história, pelo ponto de vista do enredo. Cada capítulo deve mostrar algo diferente do seu personagem, ou seja, uma nova camada do seu protagonista que o leitor não conhecia até aquele estágio do livro. O primeiro capítulo de um livro situa o leitor em quem é aquele personagem, onde acontece a situação do livro e qual o problema enfrentado, mas isso tudo precisa ser feito com cadência e ritmo, algo que eu senti falta no primeiro capítulo da sua história. Então, essa parte mais estrutural e de fluidez do texto é o que eu recomendo você ver mais, principalmente em se tratando de uma história tão grande (eu sugeriria que você separasse as fases em livros distintos, acho que ficaria melhor para os leitores acompanharem, mas é uma sugestão apenas). Você escreve bem, sim, mas dá para melhorar muito o seu ritmo de narrativa, aposte em leituras um pouco mais sérias de livros dentro do seu conteúdo com a temática que você quer apostar (eu nem posso te recomendar porque não conheço títulos com esse tema).
E é isso, gente. Espero que tenham gostado da análise e que ela tenha ajudado de alguma forma a no seu desenvolvimento como autor.
A voz de Ben era acolhedora, apesar da situação. Tudo estava tão confuso, tão fora de ordem.
- Minha mãe sabe disso também?
- Infelizmente, Aysha, é a unica e maior mentira que já contei a sua mãe. - dizia meu padrasto, triste. - Mas não é culpa dela o dom que você carrega consigo. Não podemos envolve-la nisso.
- "Não podemos" - repeti, fazendo aspas com os dedos. - A organização? Porque eu poderia contar a verdade facilmente.
- Você quer arriscar a vida dela?
Naquele momento minha convicção anterior caiu e minha respiração falhou. Ele parecia bravo, preocupado com minha afirmação. Eu poderia mesmo arriscar a vida dela? Talvez uma mentira, mesmo que grande como essa, fosse mesmo necessária.
- Eu amo sua mãe. Quero protege-la tanto quanto você. Coloca-la nisso seria. . .
- Tudo bem. - respondi rapidamente, levantando as mãos em sinal de pedido para que parasse. - Eu me rendo. Participarei dessa loucura e mentirei para todos a minha volta. - ri, de modo irônico. - Por onde começamos?
Meu padrasto riu. Parecia satisfeito com minha resposta. E assim, meu tour pela base começou. Naquele dia, eu mal sabia que meu companheiro de missões seria Gale, aquele com quem jamais deveria ter cruzado.
Olá, pessoal!
Então, algumas histórias foram analisadas no canal, mas não estão mais postadas, outras por causa do tamanho do vídeo não puderam ser muito comentadas e esse é o caso de The Crow and The Butterfly em tradução livre, o corvo e a borboleta. O que eu vou fazer aqui é uma extensão do vídeo em que o Hadou e o outro carinha que eu nunca lembro o nome (ignorem isso, eu sou a antissocial da equipe) fizeram. Para poder falar com um pouco mais de propriedade eu mesma li o primeiro capítulo da história e trarei aqui alguns pontos que acho relevantes não apenas para o aprimoramento da história, mas para a jornada da autora no meio literário.
Vou começar comentando os aspectos visuais da história, a arte de capa é, ao meu ver, muito simplista e diz muito pouco sobre a história uma vez que apenas um dos elementos está representado., a fonte não destacou com o cinza e, num todo, não é uma arte que chama muito a atenção ou que casa com o título. A sinopse deve ser refeita, o recurso de usar diálogo como sinopse funciona em poucos casos e nenhum dos poucos casos é o dessa fic. Além de não dar nenhum tipo de informação sobre o enredo e, apesar de ter sido usada como um recurso de chamar atenção, a ausência de informações sobre o tipo de história que se vai ler pode funcionar como um desestimulante para o leitor.
Dito isso, vamos para a análise do primeiro capítulo. No vídeo, os garotos leram o primeiro capítulo e deram um parecer mais geral sobre a escrita dela "muito boa e não cansativa", mas vou fazer um apanhado mais abrangente sobre o que li, destacando os pontos fortes e dando dicas que possam melhorar tanto a estrutura narrativa em si quanto a composição da história como um todo. The Crow and The Butterfly é uma história original escrita em primeira pessoa e narrada pela personagem central do livro: Aysha (que nome interessante, viu!), já no início da história ela está sendo deixada pelo namorado que pôs fim no relacionamento de três anos aparentemente porque ela está indo embora da cidade.
Logo, o tempo espaço corta e ela chega em casa onde a mãe e o padrasto estão prontos para viajar, eles pegam a estrada rumo ao seu "recomeço".É um pouco difícil avaliar uma história por um capítulo de modo que não posso ser muito rigorosa e não me dá muita informação para embasar minha opinião. Primeiro gostaria de sugerir que usasse-se o travessão para marcar o diálogo, muita gente usa tracinho e pensa que dá no mesmo, mas não dá, principalmente na estética do texto. Outro ponto a ser levado em consideração são as vírgulas nos vocativos.
O texto é escrito de forma muito simples e, por ser uma narração em primeira pessoa a autora aposta no coloquialismo influenciado pela prosa moderna para dar um tom mais pessoal à narrativa, o que, por um lado, deixa a leitura mais fluida e, por outro, tira um pouco do lirismo da prosa deixando o texto com um aspecto muito simplista, contudo, é válido e essa é apenas a minha opinião. Do mesmo modo a narração é muito simples também, com quase nenhuma descrição de nada o que deixa pouca margem para imaginação, mas que acredito que vá se corrigindo conforme o enredo avança, e sem o uso de ferramentas narrativas que forneçam um equilíbrio estético entre o coloquialismo e a prosa poética, quando digo isso, digo que falta um pouco de lírica no texto, ele está simplista demais, mas novamente assumo que é minha estrita opinião.
Outra sugestão à autora seria o uso de um prólogo que evidenciasse melhor o caráter da personagem central ou que instigasse a imaginação do leitor acerca do mistério central da trama. Inclusive, esse próprio diálogo que ela usou de sinopse poderia ser retrabalhado e usado como prólogo. Acredito ser necessário um trabalho de texto mais intenso para enriquecer a narrativa enquanto texto escrito. No que tange ao enredo posso dizer muito pouco sobre o primeiro capítulo porque ele não diz muito da história, as personagens que apareceram não causaram nenhum impacto, os eventos do primeiro capítulo, que normalmente são para apresentação de personagem, não chamaram muito a atenção e o gancho dado para o próximo capítulo foi muito sutil.
Essa foi a minha impressão lendo o primeiro capítulo de The Crow and The Butterfly, os meninos, no vídeo, elogiaram a escrita da autora e eu a parabenizo pelo trabalho, ainda assim, acho que necessita sim de um pouco mais de leitura e de um trabalho mais intensivo e elaborado na hora de compor os capítulos. Lembre-se que somos autores e, como tal, estamos em constante busca pelo aperfeiçoamento e me coloco no meio disso também. Não esqueçam de se inscrever no canal do Leitor Beta no youtube e curtir a página no Facebook.
Gêneros: Drama (Tragédia), Família, Romance e Novela
Sinopse: O que os fez escolher uma vida morna? A resposta está estampada na distância em que tomaram.
Clarissa Bieber recebeu uma tentadora proposta, na qual, levaria sua carreira ao ponto mais alto. No entanto, durante um ano teria que passar afastada de seu marido, Justin Bieber e de sua pequena filha, Violet. O acordo foi feito, seria uma série de desfiles por toda Paris, a consagrada cidade luz, mas tudo perdia o encanto quando cada mês passava arrastando-se. As consequências de sua escolha era o sofrimento e o desanimo que sentia, eles vinham carregando-a de espinhos sagaz, prontos para magoar e só ele, apenas Justin tinha a liberdade de tira-los.
O tempo muda constantemente e tudo se transforma com ele e nada permanece igual. As promessas são quebradas pela mudança que houve com o tempo. Mas esse era o ponto que devia ser alcançado? Será que ainda existe o que existia antes? Será que existe luz no ‘fim do túnel’? Será que o amor ainda existe?
Oi, gente!
Então, trazendo mais duas análises aqui, esse foi o segundo vídeo de análises do canal, havia 03 histórias resenhadas, mas a Behind the lens I saw You foi excluída pela autora, então não vou trazê-la para cá (até porque nem tem sentido). Como o vídeo é com mais de uma história, o Hadou faz aquele apanhado geralzão sobre o livro, isso me ajuda a entender melhor do que se trata e o que eu posso esperar, até poque ele lê a história toda (ou até onde foi postada), eu faço uma análise mais estrutural só no primeiro capítulo pra ver como o autor escreve, por isso ele dizer no vídeo a respeito do enredo me ajuda a entender melhor o que eu estou lendo.
A primeira história então é a Camouflage (ou camuflagem), ela é uma fanfic de Justin Bieber, pelo que ele disse no vídeo sobre ela ser interessante e ter uma boa interação de personagens, tirou um pouquinho minha rixa com o cantor, eu não sou fã dele e não leria uma história em que ele é o personagem principal, apenas. Contudo, a observação dele de que a história tem muito potencial para ser uma original me fez ficar pensando a respeito das categorias, seria um ponto a ser observado, quando a gente restringe uma história à uma categoria específica como banda, cantor, ator, livro, série, etc. temos que ter em mente que isso restringe um pouco a visualização daquele livro àquela comunidade específica, impedindo muitas vezes de atingir outros públicos que poderiam se interessar no enredo em si.
Começando pelos recursos de informação da história, a capa é... bom é bem feita, não me diz muita coisa e é bem particular o fato de eu não ter gostado da escolha de cores. Não posso dizer se é uma capa conceitual porque não li a fanfic toda, mas pelo menos é uma montagem boa ao contrário de muitas que eu vi pelo site. A sinopse, bem, eu não posso dizer que ela é bem escrita na estética em si, mas ela supre sim os requisitos de uma sinopse bem construída, dando informações relevantes do enredo para atrair o leitor, mas sem revelar demais. Contudo, amiga, vamos dar uma revisada aí, né? Muita redundância e pontuações fora de contexto (não que eu seja a maga da gramática também, mas é um toque).
O primeiro capítulo, Unwanted reception, começa até bem, mas aquele Point of View Clarissa Grace Bieber meio que me deu aquela desmotivada. Pessoal, uma dica da tia Kath, coloca só o nome da fulana ou do fulano que vai narrar, pronto. Só precisa disso. Nada de POV Fulano. A história é escrita de um jeito simples, mas não ruim, de cara eu posso ver que é uma autora iniciante, mas pelo menos ela já leu alguns livros na vida, tem uma noção de narração e escreve bem, só precisa maneirar os coloquialismos. Mesmo sendo uma história em primeira pessoa, não é bom "desleixar" demais a narração das personagens, nos diálogos não tem tanto problema, mas na narração não é muito bacana. Outra coisa é a organização de parágrafos, eles precisam ser divididos melhor (eu já cometi esse erro e não foi bacana), tente deixá-los de um tamanho bacana para que não quebrem seu raciocínio e, ao mesmo tempo, não fique esteticamente feio.
A cronologia está meio maluca também. O capítulo começa à 1:00 a.m. ela diz que está ali há 3 horas esperando, o que (se eu não estiver errada), me diz que ela chegou lá as 22:00 p.m, certo? Só que dois parágrafos depois o sol já está nascendo, como se passaram 4 horas assim? Sem quebra, sem nada. Seria bom ver isso, dar uma quebra de texto para organizar melhor, colocar uma cena no meio ou algo assim. Ela usa travessão nos diálogos, o que é maravilhoso! A vida dos meus textos mudou quando eu aprendi a colocá-los. Contudo, a utilidade deles ou a substância, pelo menos nesse primeiro parágrafo, não é muito válida. A escrita da história não é ruim, mas não é competente, entende?
O Hadou destacou em sua análise que é preciso um maior detalhamento de cenários, de fato apesar de histórias em primeira pessoa não precisarem de um foco tão profundo quanto as em terceira, é realmente válido situar o leitor no local que o personagem está e na reação que esse ambiente causa nele. O primeiro capítulo que normalmente introduz o conflito e a personagem foi apenas parcialmente efetivo no cumprimento desse papel. Entendemos sobre o conflito e a relação da personagem a ele, mas a construção dela em si não foi bem feita na narração do capítulo, não teve substância, sabe? Não impactou. Sugiro um melhor trabalho na construção da identidade da personagem e no desenvolvimento de enredo e narrativa. A sua escrita é realmente boa, mas você pode muito mais!
Gêneros: Ação, Família, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela
Sinopse: A Historia do garoto elfo chamado Reiko, que busca por conhecimentos do mundo a sua volta e o que a magia pode afetar nele
Então, passando para essa segunda história, o Hadou foi bem vago a respeito dela de uma maneira geral, no vídeo ele fala que é uma espécie de spin off de uma história que ele escrevia com amigos e o Reiko participava, contudo é uma história independente então dá para ler e entender mesmo que não tenha lido a "história matriz" por assim dizer.
Em se tratando de recursos de informação a história peca muito. Vamos encomendar uma capinha, né amigo? Olha, eu falo essas coisas porque são erros que eu já cometi, gente (eu não me acho o ser supremo perfeito que já começou no vigésimo andar não), esses recursos chamam atenção do leitor e são o primeiro contato dele com a obra, por isso insisto que não podem ser negligenciados.Vou te dizer que a história não tem sinopse, porque você escreveu uma descrição básica do conteúdo e não uma sinopse, recomendo fortemente que escreva ou encomende uma, sério.
Bem, partindo para o capítulo Um intitulado "Vamos lá", é escrita em primeira pessoa, a narração é bem simples mesmo e acho que vou fazer um post aqui ensinando algumas formas de usar o travessão do mesmo jeito que meu amigo me ensinou um dia para que eu me livrasse dos tracinhos, ao que parece meu problema é mais comum do que eu pensava. Antes de continuar falando da escrita, gente, deixa eu dizer uma coisa, de todos os gêneros narrativos que eu já li, a fantasia medieval, na minha concepção, é a mais difícil de fazer, porque ela pede muito mais que criatividade, ela exige um trabalho muito mais laborioso de criação de mundo, de raças, de estratégia, de muita coisa.
Então, o primeiro erro do Reiko na sua história foi exatamente esse, não planejar. Muitas das pessoas que vão acessar a sua história podem não conhecer a história do Hadou, da qual a história do seu personagem foi tirada. Por isso, você precisa situar o leitor primeiro no universo do seu personagem. E quando digo situar é situar mesmo, como é o mundo? Onde é? Quem faz parte? Quais são as regras? Quem governa? Entre as doze milhões de outras perguntas que uma história desse gênero pede. É um processo que, para esse gênero principalmente, não pode pular.
Outra coisa é o tempo verbal. Veja, se você começa usando os tempos verbais da história no presente, então faça todo a narração no presente. A oscilação de tempo verbal nesse caso é aceita apenas em pequenas ocasiões como memórias, por exemplo. Assim como a história anterior, a narração e os diálogos aqui não são ruins, só não são eficientes, expressam uma certa superficialidade que indica um trabalho precário de personagem, nem a narração nem os diálogos caracterizam as personagens envolvidas e os diálogos parecem mais cumprir uma função "preenche página" do que ter uma razão real para estar ali. Os acontecimentos são abruptos e cortados de maneira descontextualizada e a história em si parece deslocada em tempo e espaço não permitindo uma imersão real do leitor na narrativa.
Também como na história anterior a divisão de parágrafos (nesse caso a quase ausência deles, por bem pouco não virou a dialética de Reiko!) precisa ser definida. O texto em si parece bem bagunçado esteticamente. O meu conselho para você, Reiko é planejamento. Você precisa de um plano bem abrangente e condizente com o gênero da sua história que, parabéns pela coragem, é um dos mais difíceis de escrever. Segundo conselho é ler mais livros desse gênero, como, tomando por base o primeiro capítulo, O Senhor dos Anéis, o Hobbit, O Nome do Vento, o Clã dos Magos, de alguma forma acho que eu te indicaria até mesmo os Instrumentos Mortais apesar de ser uma fantasia moderna. Procure outras fantasias que se encaixam no estilo do seu livro e te agradem e leia, os livros são a melhor escola de escrita que existe. Mas pesquise sobre o assunto também, tanto o worldbuilding em si como as técnicas de construção narrativa. Isso vale para a guria da história anterior também, vamos ler mais, amiga!
Ah, e antes de concluir só uma ressalva que eu preciso fazer porque meio que fiquei com isso na cabeça depois que li, a frase é "Sem dó e nem piedade", Reiko, e não "Sem dor e nem piedade".
Bem, é isso por enquanto, gente! Logo mais eu volto com mais análises, resenhas e novos posts sobre escrita!